Apenas por pessoas de alma já formada

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Reply

"Você não entende nada da vida." Esse foi o comentário anônimo que deixaram para mim. O primeiro comentário negativo que já recebi aqui. Digo 'comentário', porque nem sequer uma crítica foi. Não deu justificativas. Não deixou nome. Não argumentou nada. Pois bem. Venho aqui (não sei se) dar uma resposta (ou simplesmente desabafar). Não diria que entendo tudo da vida, mas também não diria que "não entendo nada". Pelo menos, alguma coisa eu devo saber, não? Ao anônimo que aqui esteve e deixou essas palavras (que não me acrescentaram nada), peço apenas que, da próxima vez, argumente, se explique para, quem sabe assim, me fazer entender um pouco mais da vida da qual eu nada entendo.
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Da pessoa que não entende nada da vida, Vanessa.
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PS. Eu não apaguei seu comentário, ele ainda está onde você o deixou, viu? (vide link)
PS.2 Ah, e andaram copiando meus textos e colocando em seus blogs como se fossem seus. Gente, eu fico lisonjeada, mas não feliz. Se meu nome ou endereço estivesse junto com o texto, juro que não me importaria. Mas, assim sem nada, não é legal. O que muitos não sabem é que o meu blog é protegido pelo copyscape, então eu sei quando meus textos são postados por aí. Fica o aviso (e não ameaça), assim como uma dica para todos os blogueiros que quiserem saber se há algum texto seu em sites alheios. O endereço é
http://www.copyscape.com/. É só colocar a url do blog que o site faz todo o trabalho. Mas ele só denuncia o que está na url que vocês colocaram, ou seja, se eu colocar o endereço do meu blog ele só vai procurar os textos que estão na minha página principal. Ele não procura os dos meses anteriores. Apenas se eu colocar a url dos meses anteriores especificadas. Acho que se entrar no site dá para entender melhor.
PS. 3 Ah e que fique bem claro que eu não tenho nada contra comentários negativos no meu blog, mas acho que eu mereço pelo menos um porquê, né?
:*
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sábado, 29 de agosto de 2009

E se...?

...eu me apaixonasse pelo meu melhor amigo?
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O único melhor amigo homem que eu tive não gostava muito da fruta (ou melhor, gostava da mesma fruta que eu), então nunca corri o risco de me apaixonar pelo meu bff. Mas confesso que estive pensando muito no que ocorreria, caso houvesse a possibilidade. Como a situação é completamente hipotética fica fácil dizer que eu ficaria, namoraria, casaria e teria lindos filhos com ele. Não é o sonho de todas nós, mulheres? Ter como parceiro não só um cara que beije bem, mas também saiba ouvir e entender nossa cabeça como mais ninguém poderia? Acho que o grande problema de toda essa situação é que, como todos os relacionamentos amorosos, nada é certo. Só porque ele é seu melhor amigo não significa que ele vai ser o melhor namorado também. E como saber? Apenas arriscando. Tirar a prova dos nove e ver. Agora a questão é: será que vale o risco? Se o sentimento fosse realmente forte e verdadeiro, a ponto de não ser confundido com amor de amigo, eu arriscaria. Porque, como muita gente diz por aí, é bem melhor acordar arrependida do que dormir com vontade.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sou

Eu sou o mais patético de todos os seres. Eu não sou nenhuma heroína. Eu forjo realidades, absurdas em fantasias. E quisera eu ter a decência de admitir meus erros. Tenho um problema e tenho que expô-lo antes que seja tarde. Tudo que faço é rastejar e que eu tenha a coragem de fazer. Não importa o que. Dar o primeiro passo. Dar a cara à tapa. Viver ao invés de sobreviver. Tudo penso, mas nada faço. Se meu mundo fosse minha imaginação eu estaria segura o bastante para absorvida ser pelo meu pecado constante de nunca respirar esse ar puro chamado VIDA.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Não faria diferença

Ela pensava. Deitada. Olhava para o teto do seu quarto. Em que pensava? Seria possível não pensar em nada? Ela queria ter em quem pensar. Ela queria ter um alguém que sentisse falta de sua presença, nessas horas nas quais ela se abstem do mundo e nada faz (nada pensa?). Mas ela não é importante para um alguém. Ela não é importante para ninguém. Ninguém sente sua falta e ela fica ali horas e horas vendo o nada. Porque ela não via o teto do seu quarto. Ela não analisava sua cor, sua textura, seu acabamento. Ela simplesmente olhava. Tanto que se fechasse os olhos não faria diferença. Se não mais abrisse também. Faria diferença se ela dissesse "adeus"? Mas para quem ela poderia dizer algo afinal? Para a vida, talvez? Mas ela não vivia. Talvez já estivesse morrendo e não sabia. Ela não tinha que dizer "adeus". Não tinha para quem dizê-lo. Não teria um alguém sequer para ouvi-la. Ah, como a vida a cansa! Seus olhos começam a ficar pesados. Ela está prestes a dormir. E dorme. Mais uma noite. Mais um dia no qual ela não fez diferença. Mais uma noite na qual ela reza para não mais acordar. Não faria diferença. Ela não faz diferença. (Ou será que faria se não fosse tão desajustada desse mundo?)
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Insônia

Estávamos os dois sem sono, zapeando os canais na TV. Talvez ele estivesse, sim, com sono, me enganando com esse papo de "dormir é para fracos". Talvez, eu também estivesse ligeiramente lutando para meus olhos não fecharem. Mas, a nível de informação, estávamos os dois sem sono, empolgados pela possibilidade de um talvez.
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- Talvez, ele não queira dormir, porque assim como eu quer aproveitar esse momento ímpar que é estarmos finalmente sozinhos.
- Talvez, ela também esteja afim e eis a oportunidade que sempre esperei.
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Vagarosamente nos aproximamos. Era tudo muito incerto. Exigia muita cautela.
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- Será que encosto minha cabeça em seu ombro?
Não mais pensei.
- Será que ela está fazendo isso apenas como amiga?
Ele ao meu lado endureceu.
- Ai, que vontade de afagar seu braço!
Eu, mais uma vez, não muito pensei. Ele deu uma relaxada.
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- Ah, que perigo isso! Será que ela não percebe que assim só fica mais fácil fazer o que eu já muito quero? Não pode pior do que isso ficar.
Pois ficou. Minhas mãos inconscientemente passaram por sua nuca. Meus dedos acariciaram seus cabelos e, depois, apaguei. Aparentemente eu estava com mais sono do que pensava. Ele, então, percebendo que eu não estava mais consciente, levemente pressionou seus lábios contra os meus. Eu rapidamente meus olhos abri. Ele não percebeu e ao contrário de mim estava com os olhos fechados.
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- Que lindo aquilo!
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Não era sua intenção me acordar, mas agora acordada me entreguei e deixei por seus lábios me levar. Um choque elétrico passou por minha coluna e minha barriga de repente estava sem ar. Um bolo de nervosismo e alegria parecia não conseguir ser digerido dentro de mim. E ele percebeu minha reação. Abriu os olhos e notou a linguagem corporal por mim transmitida.
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- Ela está consciente de meus lábios nos dela. Se não me empurrou ou um tapa me deu, significa uma só coisa: sinal livre.
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Ele, agora sem peso na consciência algum, segurou meu rosto com suas mãos, afagando as maçãs de minha face. Agora nós estávamos respirando o mesmo ar. O hálito dele estava em meus pulmões e meu hálito estava nos dele. Ele passou suas mãos por minha nuca, aproximando-nos ainda mais.
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- Que beijo!
- Que garota!
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Notei depois de alguns minutos que suas mãos agora estavam em minha cintura. Como elas foram parar ali, eu não sei, e com o desejo que ardia tanto nele quanto em mim certamente não era o momento certo para sozinhos estarmos.
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- Que chegue alguém! Que chegue alguém!
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Ouvimos passos se dirigindo à sala. Meu Deus, que eficiente! Lembre-me depois de pedir para ganhar na megasena. Com um salto vamos um para cada lado do sofá. Ele me olha de um jeito tão fofo.
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- Como ela é linda!
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Eu retribuo o olhar.
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- Como ele beija bem! Ai, desaparece pessoa que está a vir. Quero estar perto dele de novo. Como os centímetros que nos separam parecem metros e mais metros dele distante
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- Vocês ainda estão acordados??? - o alguém pergunta.
- É... a... gente tá sem sono.
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Agora era realmente verdade. Nenhum de nós dois estava mais com sono...
:)

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Retorno

Quando o sonho é bom demais, é difícil acordar e crer que nada foi real. Você quer ficar preso no sonho e para a realidade não mais voltar. Mas você tem que voltar! E dói tanto deixar o sonho para trás!
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Você sabe que tem que voltar para sua casa, seus amigos, seus amores e desamores. E o difícil não é isso. Não é voltar para casa (que você tanto adora), nem para os amigos (que você tanto ama). O difícil é voltar para a velha rotina de antes. Trabalhar, acordar cedo, ter suas responsabilidades de volta, mergulhar em um dia-a-dia do qual foi tão bom permanecer longe.
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Eu vejo os portões de embarque e sinto que quase posso chorar. Sinto que quase posso gritar: "Não me levem daqui! Eu quero ficar!" Mas, quando percebo, o avião já partiu e estão todos comigo também partindo, mas por que parece que apenas eu quero ficar?
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Eu olho pela janela, mas eu não vejo a cidade, nem o avião decolando. O que eu vejo é minha viagem acabando.
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Gente, voltei! O avião não caiu e eu não peguei a gripe suína. Aê! :) A viagem foi maravilhosa (tanto que eu nem queria mais voltar) e, sim, o Rio de Janeiro continua lindo!
Obrigada pelos comentários e por todos que acompanharam as cartas e bilhetes de amor trocados pelo príncipe e pela princesa. Eu sei que o final não foi tão apaixonante quanto as cartas, mas (infelizmente) foi só o que eu consegui escrever.
Obrigada de novo a todos vocês que não abandonaram meus delírios nesse período que eu estive fora! Vocês são o motivo de eu postar aqui todos os dias, viu? :)
Beijos, Vanessa.
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sábado, 22 de agosto de 2009

Final

Mas quando ela soube que se veriam novamente, seu coração voltou a palpitar. Ele finalmente veio. Eles por fim se encontrariam. As pernas dela tremiam. Tique nervoso. Seu corpo transmitindo o que sentia naquele momento. Um misto de nervosismo e ansiedade. Quanta demora! Mas o que eram alguns minutos perante os meses que já havia esperado? Eram minutos apenas, mas que mais pareciam séculos sem ele à sua vista.
– Pensar que daqui uma hora já estarei em seus braços. Passa tempo, passa. Mas congela no instante em que eu vê-lo em diante. Ah, como sei que será o contrário! – ela dizia a si mesma.
No entanto, não foi o que esperava. O momento chegou. Lá estava ele. Na frente dela parado. Tão lindo e encantadoramente perfeito. Mas se não há entrega, não há calor. Ela não sentiu seu coração bater mais forte, como pensou que sentiria e seu príncipe, triste, percebeu.
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– Você está diferente. - ele não fez rodeios.
Ela calada permaneceu.
– O que aconteceu? - ele não esperava aquela indiferente recepção.
– O tempo me mudou. Você demorou demais e eu não suportei a dor que a sua ausência me causou – ela assim deduziu. Não havia outra resposta lógica.
– Eu não posso controlar o tempo, princesa.
– Nem eu meus sentimentos, príncipe.
– Eu não entendo. Eu estou na sua frente, aqui, agora.
– Mas meu amor não está. Não mais. Ele se foi. Rebelde por tanto esperar.
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Como explicar? Ninguém manda nos sentimentos. A chama não acendeu. O tempo e a distância não fortaleceram o amor que ela julgava sentir por ele. Assim, sem explicação alguma, da mesma forma que começou, terminou. Mais cedo do que ambos esperavam. Mais cedo do que ambos queriam.
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“Um mandarim estava apaixonado por uma cortesã. ‘Serei sua’, disse ela, ‘quando tiver passado cem noites a me esperar sentado num baquinho, no meu jardim, embaixo da minha janela.’. Mas, na nonagésima nona noite o mandarim se levantou, pôs o banquinho embaixo do braço e se foi.”
(Barthes, Fragmentos de um discurso amoroso, p.96)
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O amor não escreve apenas histórias felizes e são justamente essas que se tornam feridas em nossos corações. Aquelas que podem até cicatrizar um dia, mas que na maioria das vezes parecem que não serão curadas jamais.
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Eu também esperava um final feliz para essa história, mas infelizmente a vida não é o conto de fadas que nós esperamos que seja, não é mesmo?
Estou voltando domingo (mais conhecido como amanhã). Espero que tudo ocorra bem e o avião não caia. Hehehe Piadinha sem graça né? Beijão, gente. Ah e que eu não tenha pegado a gripe suína!

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Princesa,

esperava fazer uma surpresa a você e aparecer sem avisos prévios. Mas não foi possível. Serei sincero com você. Não faço a mínima idéia de quando nos veremos novamente. Estou a mercê de uma das várias facetas do futuro, muito conhecida como destino. E como o destino é imprevisível, meu amor.
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Seis meses depois, o amor dos dois ficou cada vez mais distante. A excitação desaparecia cada mês que passava. Muito tempo se passou desde que os dois se encontraram pela primeira e única vez. Como não esfriar, afinal?
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(carta nunca enviada)

Príncipe,

uma parte de mim se convenceu de que você não mais vive, não apenas no meu coração, mas neste planeta. É mais fácil assim tentar esquecer você. Quantos mundos ainda por vir. Mas me fecho cada vez mais ao tentar sem êxito encontrar novas terras. Quero um lar para chamar de meu e sei como é difícil encontrar. Existem muitos lares falsos espalhados pelo Universo. Sei que você não era falso, mas era impossível. Desisti de nós.
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(carta nunca recebida)

Princesa,

hoje sonhei com você. Não foi a primeira vez, embora tenha sido a primeira na qual não me senti feliz. Você andava em algum lugar de seu reino, quando lhe avistei. Corri em sua direção, tentando fazer com que meus olhos se encontrassem com os seus. Fracassei. Havia muitas pessoas, muitas coisas se moviam entre nós, e quanto mais tentava me aproximar de você, mais longe eu lhe via. Gritei, chamei seu nome incansavelmente até que você olhou em minha direção, mas não pareceu me reconhecer. Olhava para mim como se olhasse para um desconhecido. Seus olhos viam onde eu estava, mas não pareciam me reconhecer. Será que isso quer dizer algo? Será que você já me esqueceu?

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Príncipe,

a saudade está aumentando depressa demais. Ao ler suas cartas, não apenas me alegro como antes. Pelo contrário, a alegria dura cada vez menos e a frustração cada vez mais. Preciso ver você antes que isso, em mim, se agrave. Esta não é uma carta. É um pedido de socorro. Como posso ter vivido 20 anos sem você e agora não conseguir sobreviver meros dois meses com sua ausência?
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Príncipe,

agora você desaparece. Isso não ajuda em nada. Cadê você? Por que nunca pensamos no problema que pode ter ocorrido com o mensageiro? Por que pensamos sempre no pior e nunca no melhor?
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Príncipe,

será que minhas palavras assustaram você de mim? Onde você está?

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O pior de todos

- Nós precisamos conversar.
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As três palavras que ninguém quer ouvir. Não no dia dos namorados. Sim, eu levei um pé na bunda no dia dos namorados. Nós já namorávamos há seis exatos meses e as coisas não estavam mesmo lá muito bem entre nós. Mas bem que ele podia ter esperado mais uma ou duas semanas. Ao menos um dia que fosse, não podia? Mas, não, ele tinha que ser insensível e partir meu coração justo no dia mais romântico do ano! O pior é que eu gostava mesmo dele e a marca do chute que ele me deu ficou marcado não só no meu traseiro como na minha memória. Ele me magoou e doeu como todas as feridas feitas no coração. Eu chorei, chorei e chorei tanto que já não havia mais lágrimas para tanta mágoa. O pior de toda essa história é que nós ainda voltamos. A burra aqui ainda o aceitou de volta. E pior ainda foi descobrir que ele podia, sim, me magoar ainda mais. Eu não só fui traída depois disso, como fui também a traidora. Nós não voltamos realmente. Eu só era uma distração para ele. Eu era a outra do novo relacionamento do meu ex. Esse com certeza foi o pior relacionamento da minha vida. E pior do que o fora que ele me deu, só o que eu dei nele depois.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Princesa,

onde está você? O que houve? Onde estão suas palavras? Será isso um teste? Está querendo saber se continuarei lhe mandando cartas mesmo sem não ter o que responder?
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Príncipe,

desculpe-me. Não pude lhe responder. Problemas com o mensageiro. Mas gostei do teste, embora não tivesse sido minha intenção que assim o fosse. Estive pensando. Poderia você me ensinar a cozinhar, então?
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Princesa,

claro que poderia lhe ensinar. Ensinarei tudo o que sei a você só para ter mais desculpas para não desgrudar de você por um só segundo.

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Princesa,

como posso diminuir meu amor que já é tão grande em meu coração quase nem mais cabendo nele? Acredite se pudesse já o teria feito para ver se assim a saudade também diminuiria. Não se preocupe, o veredicto é “não, não diminuiu”. Se bobear até aumentou.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Princesa,

ah, como gostaria de ser eu o seu despertador matutino. Acordar você com beijos e abraços seguido de um maravilhoso café da manhã feito por mim mesmo. Já lhe contei de meus dotes culinários? Já me imaginei fazendo as mais deliciosas guloseimas para você. Você tem cara de que gosta de doce. Imagino seu rosto, sua reação ao comê-las. Ah, como fazer isso te traz mais perto de mim, diminuindo a distância entre nós dois.
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Príncipe,

não gostaria de tocar nesse assunto, mas já que ele veio à tona... Não sou muito boa na cozinha. Espero que seu amor por minha pessoa não diminua ao saber essa informação. Mas não poderia jamais mentir a você. Então, qual é o veredicto?

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sábado, 15 de agosto de 2009

Príncipe,

infelizmente não posso lhe dizer o mesmo. O primeiro em que penso não é você e, sim, meu cão que dorme em meu quarto e insiste em ser meu despertador matutino com seus latidos. Mas o segundo com certeza é você. O segundo, terceiro, quarto, quinto... e o último. Você pode não estar presente em carne e osso, mas a saudade que sua ausência deixou em mim, ah, essa não desaparece jamais. E se o amor que você sente não é verdadeiro, então nem o meu também é. Porque ele é igualmente intenso, amor. Imenso.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Princesa,

acordo pela manhã e a primeira pessoa que penso é em você. E gosto de pensar que sou eu o primeiro em seus pensamentos também. Acompanha-me dia e noite. Noite e dia. No que quer que eu faça. Você está sempre em meus pensamentos. Fico a pensar, será um amor nessa dimensão realmente verdadeiro?

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Princesa,

cada segundo que passo longe de você é como uma eternidade. Isso responde sua pergunta? O tempo só parece passar rápido, quando leio suas cartas que, embora o tempo as faça tão rápidas, me fazem sentir mais próximo de você. Portanto, não pare de me escrever, nem que seja apenas para me dizer como foi seu dia.
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Príncipe,

mesmo longe consegue me fazer feliz. Não poderia parar de mandar a você cartas, porque assim você não teria carta alguma para responder. E não ouvir suas palavras sussurrando em meu ouvido é algo que jamais desejarei. Suas palavras são como uma brisa de ar frio em um dia quente. Eu é que lhe peço, não pare de me responder.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Príncipe,

ah, não me iluda assim. Não alimente minha esperança de lhe ver a qualquer momento do dia, porque ela já é forte demais, mesmo sem suas palavras. Fico feliz por ter aparecido novamente e satisfeita em saber que mesmo distantes nossas mentes ainda estão em sintonia: sentem falta uma da outra. Tem razão. Pensar mais no futuro e esquecer um pouco do presente me ajudou muito, mais ainda em imaginar um lar e uma família com você. E não se preocupe. Você não será arrancado do meu coração nem que você queira. Eu estava pensando, o tempo aí passa tão devagar quanto parece passar aqui?

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Princesa,

desculpe-me o sumiço de uma semana. Estava resolvendo problemas reais. Quero que saiba que fiquei muito triste ao receber sua carta. Feliz por recebê-la, mas infeliz ao ler seu conteúdo. Não me alegra saber desse seu descontentamento com a vida. Queria tanto estar ao seu lado para lhe confortar, ao invés de tentar fazer isso através de meras palavras apenas. Mas quem não tem cão caça com gato, não é mesmo? Então, eis aqui um conselho. Quando penso em nós dois e a saudade bate tão ou mais intensamente como está latindo em você, eu tento parar de pensar no presente e imagino o futuro que teremos juntos. Porque, princesa, uma coisa é certa. Você está no meu coração da mesma maneira que eu estou no seu e você só sairá dele se você quiser. Não fique desestimulada. Imagine como serão os móveis de nosso castelo que você com certeza escolherá com muita rigidez, como serão os quartos, sala, cozinha. Imagine crianças correndo entre nós, em cima dos movéis, debaixo da cama, por entre árvores e jardins de nosso reino. Pense em mim ao seu lado, cuidando para que um sorriso sempre esteja presente em seu rosto diariamente. Tento não ver seus olhos em minha mente, mas não consigo. Minha mente também sente tanto a sua falta quanto eu. Não tente me tirar de seu coração, princesa. Eu estarei ao seu lado mais cedo do que você espera.
Sinceramente seu,
Príncipe Encantado.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Querido príncipe,

acordei desestimulada hoje. Sem vontade alguma de sair da cama. Talvez, por não ter sonhado com você. Talvez, por não ter tido notícias suas essa semana. Mas provavelmente por não ter mais motivação alguma em meu cotidiano. Não vejo importância em aprender a tecer, conversar educadamente com pessoas sem assunto interessante a me falar, ou estudar assuntos que não me chamam atenção o suficiente. Por isso ontem fugi. Fugi de tudo e voltei triste ao lembrar que hoje não poderei colocar meu plano de fuga em ação novamente. O que fiz ontem? Para onde fugi? Fugi para um lugar secreto, deserto, onde pude conversar comigo mesma. Sozinha, colocar os papos em dia com minha mente sem me preocupar com ninguém. Descobri que minha mente sente sua falta o tanto quanto eu. Está tão triste com teu sumiço que até tentar não pensar em você ela tem feito, mas você já está no meu coração e ela sabe que dali é difícil tirar. Fugir um pouco de minha realidade me apaziguou um pouco o coração. Estou tão perdida. Cansada do que faço diariamente. Algum conselho, príncipe? Umas palavras que me confortem, quem sabe? Espero que apareça novamente e não faça com que eu ou minha mente nos preocupemos ou morramos ainda mais de saudades.

Eternamente sua,
Princesa.
PS. Hoje é meu niver! Há exatamente vinte e dois anos eu estava nascendo... Juro que se não estivesse viajando escreveria algo, quem sabe ano que vem! :)

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Viagem

O avião está partindo. Você não que partir. Seus pés travam no chão. Mais nenhum passo sequer. As mãos começam a tremer. Os olhos atônitos quase não piscam. Sua respiração acelera de tal forma que parece que você está correndo, gritando, mas não é verdade. Você continua parado. Não se moveu um centímetro sequer. O pânico interior não condiz com seu estático estado. O que está acontecendo? Você tenta respirar fundo, mas não consegue. O ritmo acelerado de seus batimentos cardíacos, pelo contrário, se intensificam cada vez mais. O que está acontecendo? Você tenta entender mais uma vez. Até que alguém chega. Em uma cadeira de rodas colocam você. O coração agora parece um tambor dentro do seu peito. Você diz que não quer ir. Eles não ouvem. Continuam levando seu corpo em direção àquele corredor que, de repente, parece cada vez mais estreito ficar. Pulmões se contraem. O peito começa a doer. Você pára de respirar. Tudo escurece. Você apaga e assustada acorda. Quanto tempo você ficou inconsciente? Aquilo tudo realmente aconteceu? Você não lembra de nada. Você queria ter feito aquela viagem há tempos, mas agora tudo parecia perfeito demais para ficar para trás. Você não queria partir e eles sabiam bem disso.
- Vanessa, está tudo bem. Só são quinze dias.
- Ah, só? Eu pensei que fosse mais. Então, logo tudo passa. Pensando bem, por que a gente não fica mais?
Gente, estarei viajando nos próximos dezessete dias, mas vou deixar os posts programados. Será como se eu nunca tivesse partido, prometo. :)
Ah, e não serão vários textos. Será um só fragmentado em vários. Um amor à distância comunicado através de cartas, bilhetes, manuscritos. Uma história de amor impossível entre um príncipe e uma princesa. Cada post será uma carta ou bilhete. Espero que vocês gostem.
Cidade Maravilhosa, aí vou eu. Ah e acompanhem! Prometo que quando eu voltar eu respondo os comentários! :)
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Doença

Os efeitos que ela surte em mim são incontroláveis. Eu penso que tudo está normal e calmo até demais, quando as pessoas ao meu redor me provam o contrário. Mostram os quilos de unhas roídas, a fome incontrolável a cada duas horas e todas minhas observações sobre o tempo demorar a passar. A expectativa é o maior problema. Sou daquela equipe que não gosta de esperar nada de ninguém. Prefiro me surpreender a me decepcionar. Mas a doença crônica chamada ansiedade não deixa. Faz com que eu crie mil e uma possibilidades em minha mente. O pior é que tenho um encontro com ela todo santo dia. Meu trabalho exige de minha pessoa não fazer nada por muito tempo, dependendo do dia, e isso me mata. Mata por dentro e engorda por fora. Eis um problema específico em mim quando fico ansiosa: COMO MUITO! Como essencialmente besteiras: doce, salgado, tudo que mais calorias possui. E isso não é bom para minha relação com a balança. Sou mulher. Que mulher gosta de engordar? Às vezes, piro com isso, não nego. Mas não entro em parafuso constantemente. Não que eu esteja satisfeita com meu corpo, mas não o odeio do jeito que está. Ainda há quem me ache bonita (nem que seja somente eu mesma) e isso por enquanto basta. Afinal, tem gosto para tudo nessa vida, não? O Ministério da Saúde adverte: ansiedade engorda.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lágrima que escorre

- Dá vontade de te pegar no colo e dizer que tudo vai ficar bem. Curar tua tristeza com a minha alegria e te garantir que a tristeza nunca é definitiva. Tudo passa. Dá vontade de te adotar e, de ti, não me distanciar. Dá vontade porque eu sei que esse teu olhar triste não faz parte do teu rosto e que um sorriso grande ainda se esconde na tua boca. Ah, não faz esse biquinho que eu choro contigo e tem coisa mais feia do que homem chorando?
- Acho lindo homem que chora! (ela dá um discreto, quase inexistente, sorriso)
- E eu acho tudo lindo quando tu sorri...
:)
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

História

Aqui estou eu novamente. Sentado nesse piso. Eu já estive aqui antes. E ficaria aqui o dia inteiro, se possível fosse. Mas o presente me chama e você sabe que viver no passado não me faz bem, amor. Por isso crio futuros. A esperança me diz que nada está perdido (talvez ela esteja errada). Que ainda há um meio de reverter tudo isso. (Será que ela está errada?)

.Na última vez que estive aqui as coisas eram tão diferentes! Se eu ainda tivesse você, não importaria. Nada importaria se você ainda estivesse ao meu lado. Você pode fingir que tudo acabou. E eu posso fingir que não mais me importo. Mas e se aquilo que sentíamos não tiver se dissipado. E se estiver apenas congelado?

.Não tem desculpas. Eu sei que estou errado. Foi tudo conscientemente calculado. Então, não venha conceder-me o seu perdão. Tudo saiu como tinha que sair e não adianta tentar voltar. O passado ficou para trás e o seu perdão não convem mais.

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Ele precisava pensar que “acabou”.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Inútil

Você tenta salvá-la de qualquer forma. "Ela irá morrer", é o que os outros com certeza lhe dizem. Você não aceita. Isso não pode acontecer. Você então tenta salvá-la de qualquer maneira. Mas com isso perde a chance de, dela, se despedir. Corre de um lado para outro e ao lado dela não para. Ela sente. Sabe que irá morrer. Não que acredite nos outros. Ela acredita nela mesma. A gente sente essas coisas. Ela irá morrer. E sente. Sente porque não quer ir embora sem de você se despedir. Então ela se esforça para não ir. Impede que seu corpo desista antes de você finalmente perceber que é inútil não ceder.
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