Apenas por pessoas de alma já formada

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Melhores amigos

Eu amo muito meu irmão! Tá que ele é mais novo que eu. Tá que nós brigávamos muito quando mais novos (e ainda brigamos de vez em quando para relembrarmos um pouco os velhos tempos). E tá que ele sabe ser grudento quando eu mais preciso ficar sozinha com meus devaneios. Mas ele aguenta minha TPM de uma forma que eu nunca julguei alguém ser capaz de fazer. Ele me socorre de vilões terríveis (como baratas e aranhas) sempre que eu preciso. E naquelas festas familiares chatas, ele é a minha agradável companhia constante, escudo de conversas inconvenientes, como "ah, não acredito que você ainda está solteira!", "e a faculdade? por que você trancou?", "ai, como você engordou! você era tão magra...". Meu irmão me entende. Nós conversamos, desabafamos, bagunçamos, sempre juntos. A verdade é que, quando meu irmão e eu finalmente desistimos e vimos que não havia jeito algum de nos separarmos (porque família ninguém escolhe), percebemos que, embora diferentes, nós poderíamos, sim, ser MELHORES AMIGOS.

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Vazio noturno

À noite, o silêncio me fazia adormecer. Eu mergulhava em sono profundo com o silêncio que acalmava meu ser. Ultimamente não tem sido assim. Vozes altas eu ouço quando procuro pelo sono em meio à escuridão e os lençóis de minha cama. Rolo de um lado para o outro tentando silenciar as vozes que parecem cada vez mais altas. Nada consegue me acalmar. Nem o som com música alta, porém lenta e calma, reproduz efeito algum. Está dentro de mim. As vozes não vem de fora. Elas ecoam dentro do vazio de minha mente.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Desabafo

Noite silenciosa que me apavora levando embora tudo que antes me confortava. Tenho o medo como companhia nessa escuridão que me assusta.
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Deixe-me pegar algumas palavras suas emprestadas. Porque tudo que sinto não é nem um pouco diferente do que você também sente.
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“Se não há nada mais, como podemos continuar pedindo por mais?” Por que você usa essas palavras se não tem significado algum para você?
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Ninguém está vendo. Venha. Abrace-me como nunca antes. Como se não houvesse amanhã. Como se um depois já não mais existisse. Porque se pararmos para pensar...
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Foi uma história curta. Sem heróis ou vilões. Apenas dois amantes que se amavam como se fosse para sempre. Até que o ‘nunca mais’ apareceu e levou deles todo o amor que julgaram ser infinito e definitivo.
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Se você acha que isso é tudo o que nós podemos ser. Se você acha que nada mais pode acontecer. Tente então se enganar e de mim esquecer. Porque sei que, por mais que eu tente, nunca conseguirei me perder de você.
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Nós somos diferentes. Somos de mundos que só sabem andar paralelos e não juntos. Enquanto você quer frio, eu quero calor. Enquanto você quer ódio, eu quero amor. Se é um teste, eu não sei. Mas eu não irei prender você. Se há um lugar melhor onde você prefira estar, vá. Eu não sou uma prisão. Nem mereço que haja perante mim como um prisioneiro que só está comigo por pena severa de somente a mim fazer feliz. Se quiser ir, vá. O que está vendo nos meus olhos não são lágrimas. São apenas gotas de ressentimento, não de amor. Eu não te amo mais, você desperdiçou meu amor.
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domingo, 26 de julho de 2009

E se...?

...eu fosse um garoto recém-saído da barra da saia da mãe?
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Eu precisava sair de casa. Não podia mais aguentar um mês sequer. A independência já me puxava pelos pés, exigindo que eu tomasse uma decisão à respeito. A liberdade também me chamava aos berros, querendo me arrancar de uma situação que de certo não me era mais suportável. Independência e liberdade, duas palavras que eu sempre quis que constassem no meu dicionário. Meus pais tornavam minha vida um inferno desde que eu me entendo por gente e as coisas só pioraram, conforme mais velho eu fui ficando. E quando a águia aprende a voar não quer mais rastejar-se no chão. Eu estava a beira dos meus dezoito. Eu era impulsivo e determinado, diferente da minha irmã que, embora mais velha que eu, ainda morava com meus pais. Aliás, isso foi algo que eu nunca consegui compreender. Como ela pôde aguentar tanto tempo debaixo do mesmo teto que os meus pais? Faltava apenas um dia para minha maioridade. O apartamento alugado já estava escolhido e o emprego certo. Foi quando eu virei para meus pais e soltei a bomba. Eu pensei que eles não fossem ficar tão abalados como ficaram. Meu pai não esboçou emoção alguma. Creio que não esperava que tomasse tal atitude. Já minha mãe teve um ataque de nervos. Ficou brava, depois chorou rios de lágrimas, o que acabou me fazendo repensar toda aquela situação. Será que era mesmo necessário? As palavras liberdade e independência vieram automaticamente à minha cabeça. Era mesmo necessário. Então, parti. Hoje estou com meus dezoito anos, à beira dos meus dezenove. Já faz quase um ano que eu saí de casa para morar sozinho. É bom pensar nas manhãs que eu não sou mais acordado aos berros pelo meu pai. Mas, às vezes, bate a solidão e é triste acordar e não ter ninguém para dar "bom dia!". Ainda bem que eu moro em um pequeno apartamento. Seria pior lidar com a solidão morando em uma enorme casa. Eu tento visitar meus pais toda semana. E dá uma saudade! Até da chata da minha irmã que continua morando com meus pais. Ah e eu tenho saudades também da geladeira sempre cheia, ao contrário da minha que vive vazia; do cheiro de lençol recém-trocado e das roupas sempre limpas e passadas, dos carinhos da minha mãe, até da preocupação exagerada dela também. Mas creio que morar sozinho seja como tudo na vida: tem seus pontos positivos e negativos. Eu não tenho horário para voltar, nem preciso pedir nada para ninguém. E eu prefiro assim. Uma vida de saudades, mas livre e independente, à uma vida frustrada presa à regras e envolvida por brigas e discussões.

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sábado, 25 de julho de 2009

Selos

Eu fico sem postar dois dias e parece que já faz uma semana...
Então, chegou a hora de agradecer os selinhos que me foram dados, senão eles se acumulam cada vez mais e eu acabo esquecendo de agradecê-los aqui. Obrigada, meninas! Mesmo! De coração! Assim como da outra vez eu não vou repassá-los, porque tem muitos blogs que eu julgo serem merecedores deles , então...
Todo mundo que comenta aqui e todos os meus seguidores, sintam-se à vontade para pegá-los! :)
Mas vamos aos selos...

O primeiro foi da minha querida amiga Vivi (http://nseisoseiqfoiassim.blogspot.com/)

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O segundo da Taah Oliveira, a menina da energia simpática (http://energiasimpatica.blogspot.com/)


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O terceiro da Beatriz Oliveira, a garota comumente (essa palavra existe?) conectada à algo maior, the gost and the girl (http://stinginess.blogspot.com/)
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Já esse selo mágico e SUPER FOFO foi da Nadine Rocha, a menina cujo topo do blog eu amooo. (http://loucuracensurada.blogspot.com/)

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E o último da Nilsa Almeida, a menina que sempre acorda feliz (http://nil-almeida.blogspot.com/).

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Qual é o seu maior arrependimento?

Seria um erro dizer que não me arrependo de nada? Seria errado voltar no passado e não modificar nada? Eu poderia dizer que me arrependo do dedo que eu bati na porta do banheiro (não vou mais deixar dedo algum em porta alguma). Eu poderia voltar no tempo para não pisar naquela casca de banana que me fez cair (o pé escorrega, caros colegas). Eu me arrependeria do cinto de segurança não usado (a cicatriz na testa ainda dói até hoje). Mas se eu realmente me arrependesse, a ponto de querer mudar tudo, nada de bem me seria feito. Com cada queda adquiri experiências. Com cada dor adquiri aprendizados. Cada momento de minha vida teve um significado vital para minha existência e eu não me arrependo de nada que já fiz até agora. Tanto porque não vale à pena. Não há como voltar no tempo. Viver de arrependimentos é tarefa daqueles que se iludem achando que podem mudar o passado.

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terça-feira, 21 de julho de 2009

Diferenças

Eu só lhe sou interessante, enquanto você não me tocar. Você pode admirar uma obra de arte por horas, ir embora e depois de um minuto querer vê-la novamente. Mas, uma vez que a compra, perde a graça. Pode ter ao seu alcance quando quiser, por isso não a valoriza. Ela não mais lhe encanta. Você já até nela tocou e viu que aquele misto de cores e incrível textura para daquele jeito ficar resultou em um toque áspero demais. Ela era linda de certo, porém não tão boa para ter ao lado. Ter ao lado. Acariciar. Valorizar. E ela começa a pensar que o problema é com ela. Que ela nunca conhecerá alguém que verdadeiramente a ame. Quando o que ela não sabe é que o problema não é com ela e sim com os outros. Aqueles que não sabem diferenciar amor e desejo. Desejo e amor. Amor e tesão.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Diálogo

- Como você está?
- Caminhando.
- Não dói mais?
- Claro que dói, mas o mundo não espera nossa recuperação. Viver custa caro. O mundo nos priva de nossos momentos de sofrimento. E eu continuo vivendo, fingindo que o que eu sinto aqui dentro não vai me matando aos poucos por tão ignorado ser. Sim, ainda dói muito! Não se engane. Isso é apenas uma máscara. Logo ela cai.
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Visita

A casa continuava a mesma. Na mesma rua com os mesmos móveis, dispostos exatamente como estavam antes. A estrutura também era igual. Ainda havia uma sala de estar, de jantar, quarto, cozinha, escritório. Mas havia também caixas e mais caixas espalhadas por todo canto. Leves elas pareciam ser, caso tivesse a vontade de levantá-las. No entanto, quando o fez, viu que eram pesadas (embora assim não parecessem). Caixas repletas de que se tudo continuava nos mesmos lugares de sempre? Os livros e dvds nas prateleiras, as porcelanas nos armários, os conjuntos de mesa e banho nos guarda-roupas. O que poderia haver em todas aquelas caixas, afinal? Ela era curiosa. Então, abriu-as e viu o que nelas havia. Havia os momentos passados. Os risos, abraços e beijos dados. O amor e raiva sentidos. As declarações e brigas de amor. Havia tantas coisas! Coisas que ambos deixaram para trás, bem ali, naquela casa. Doía mexer nelas novamente. Então, fechou-as. Tão rápido que, sem sequer perceber, esqueceu algumas do lado de fora. Aquelas que, até então, tinham sido esquecidas, voltaram e acompanharam-na inconscientemente, mesmo quando da casa ela saiu. O que esquecido foi não era mais passado. Tudo o que havia sido abandonado pelos dois, ali, não podia mais ser encontrado em caixas de papelões invisíveis. Agora tudo fazia parte de uma caixinha de lembranças tão real que ninguém podia dizer que não existia. Uma caixinha que cada um de nós possui dentro de si e sem ela não consegue viver. Uma caixinha de lembranças chamada...
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memória.
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Nem o futuro é capaz de apagar algo que um dia foi tão bom, meu amor.

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sobre aquela inesquecível vez

Eu só queria estar contigo. Você só queria estar comigo. A sutileza do teu convite não me fez perceber que, naquele dia, o que nós já ensaiávamos há algum tempo finalmente iria ocorrer. Foi estranho, claro. Como poderia ter sido normal se nunca havíamos feito nada parecido antes? Eu não sabia o que fazer. Eu sabia que não devia me preocupar. Nossos pais fizeram (e provavelmente ainda fazem), meus filhos também farão e meus netos e bisnetos, algumas amigas já faziam, eu faria naquele momento ou num futuro próximo (mais cedo ou mais tarde eu com certeza teria que passar por aquela experiência). Faz parte da nossa natureza. Nascer, crescer, reproduzir e morrer. Eu já havia nascido e crescido. Já estava na hora de ensaiar o reproduzir. É que naquela época dava um medo do desconhecido. Mas a curiosidade também falava alto. Então, fiz. Tudo consciente, claro. Isso era o mais importante para mim. Mas não foi como um conto de fadas. Foi seguro e certo, porque foi com alguém que eu amava e confiava. E eu não voltaria ao passado para mudar nada. Foi com a pessoa certa. No momento certo. Mas sinceramente? Melhor do que a primeira vez é ter a segunda, terceira, quarta... Primeira vez mesmo só numa caixinha de lembranças chamada memória. Eu não voltaria para a primeira. Continuo preferindo a experiência aos momentos “não sei bem o que eu estou fazendo", vocês também não?

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

O tempo e ela

....- .Qual é?
....- .O que foi?
....- "O que foi?"
....- É. O que eu fiz?
....- Como "o que você fez?"? Você fica apressando. Tá vendo aquela pessoa ali? Ela é tudo para mim. Eu preciso de mais que uma hora. Por que você não entende isso? Para que tanta pressa afinal?
....- Eu não tenho culpa.
....- Claro que tem. Eu só quero que você pare. É tão dificil assim?
....- É. Eu não posso parar.
....- Quem disse?
....- Eu. Não dá. Eu não consigo parar. Você acha que eu já não tentei? Você acha que você foi a primeira a me pedir isso?
....- Você passa muito rapido!
....- Eu não posso controlar. É assim que eu sou. Não adianta forçar.
....- Conversa inútil. É por isso que ninguém gosta de você.
....- Pode me xingar. Eu não vou mudar. Aliás, se ninguém gostasse de mim realmente, não haveria tantas pessoas pedindo para ter sempre um pouco mais de mim.
....- Eu não quero um pouco mais de você. Eu quero MUITO MAIS daquela pessoa ali, ó. Mas você insiste em levá-lo embora de mim. Qual é?
....- O problema de vocês não sou eu. Não se engane. O problema de vocês é a minha amiga, a distância.
....- Que seja. Essa conversa não tem futuro. Não vou mais discutir. Vou sim aproveitar o que você insiste em privar de mim.
....- Está mais do que certa. Você só está me perdendo ao discutir comigo...
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E ele, o tempo, estava certo. Não adiantava discutir. O tempo passa independente do que nós queiramos. Por mais que tenhamos vontade de fazê-lo parar, ele não pára. E o que restava à inconformada menina era apenas aproveitar o curto momento que ela e seu amor teriam juntos. O passar do tempo é inevitável.
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terça-feira, 14 de julho de 2009

Discussão entre "amigos"

Ele se chateou. Ela chateada ficou por ele assim ter ficado. Ambos emburrados, mas um coração extasiado sorriu. Eles se gostavam. Caso contrário não estariam daquele jeito irritados. Passaram-se quarenta minutos, talvez menos, embora tivesse parecido mais. Ele se aproximou dela, tentando mostrar, aparentemente, que tudo estava bem entre eles. Mas ela ainda estava chateada, por isso não deu o braço a torcer com uma simples aproximação. Ele ficou na dele, mas por fim, de novo, não resistiu. "Vou lá amanhã. Vou ficar o dia inteiro por lá..." Silêncio. Nenhuma resposta. "Vou lá encher o seu saco. Não adianta fugir." Então foi embora. E um silêncio tomou conta novamente do cenário. Mas dessa vez ela sorriu. Não apenas seu coração mostrou os dentes (coração tem dente?). Um sorriso sincero contido não apenas em sua face, mas em toda sua volta.
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segunda-feira, 13 de julho de 2009

A dor das três palavras

O leite morno preparado sempre na temperatura certa. O jornal logo cedo comprado. O cheirinho gostoso do lençol recém-trocado. O almoço caprichosamente feito. O tempero ideal arduamente encontrado e por isso bravamente guardado. Minha companhia constante nos tuas peladas dominicais com os amigos. As risadas ao ouvir tuas piadas bobas. O cafuné quando tua enxaqueca aparece. Os ouvidos quando precisas desabafar. Minha mão na tua quando precisas saber que sozinho jamais estarás. Eis o meu modo de dizer diariamente “eu te amo”. É assim que sou. Não me peça para ser ou fazer algo do qual não faz parte do meu ser. Eu te amo do jeito que és. Por que não me amas do jeito que sou?
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- Me diz o que eu quero ouvir.
- O quê?
- Me diz que me ama.
- Eu.... eu... eu não consigo.
- Porque você não me ama. (ele vai embora)
- Espera!
- (ele não espera)
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Quando eu vou conseguir te fazer entender que eu não preciso dizer, eu sinto. Será que isso não é o suficiente?
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sorte do dia

Do que vale viver sem sentir? Viver uma vida anestesiado, esperando as horas passarem sem emoção alguma, para mim, não é o que de melhor podemos tirar de nossos dias. Podemos mais. Devemos mais a nós mesmos. Um dia sem sorrisos é um dia perdido. Uma vida sem emoções é uma vida desperdiçada. Saber viver é raro. Saber sorrir mágico. Sentir aquela alegria tamanha no peito não tem preço. Nossas vidas não são medidas pela quantidade de respirações dadas e sim pelos momentos nos quais ficamos completamente sem fôlego. Não importa se a vida pode ser melhor, nem que nós tenhamos todos os motivos do mundo para emburrados estarmos. Saber sorrir ainda é o melhor remédio para tornar nossos dias mais felizes.

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Solidão

Você sozinho se sente. Precisa com alguém falar. Não há ninguém. Todos estão ocupados demais com seus próprios problemas. Ninguém o ouve. O tempo passa. Cada vez mais isolado você se sente. Então tudo escurece e uma luz aparece. Você vai para casa, seu refúgio particular, e sozinho pode finalmente desabafar, não através de palavras (você está sozinho, não há ninguém ao seu lado), e sim através de lágrimas. Você não desabafa, mas desaba. Chora como se alguém tivesse morrido. Não. Ninguém morreu. Quem está morrendo é você, aos poucos, lentamente, e ninguém parece ao menos notar. Você chora, grita, esperneia, mas, ainda que percebam, eles não sentem. Simplesmente não se importam. Chorar não é mais o bastante. Você precisa expor seus pensamentos. Então escreve. Escreve o que ninguém ouve. Escreve o que ninguém se esforça para ver. Você transcreve seu grito de socorro.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Corda-bamba

Ando em uma linha reta, estreita, alta. Olho para baixo e para os lados para analisar a quantos metros do chão estou. Vale o risco. Continuo meus passos. Lentamente, porque luto contra o medo. Atenta estou para não cair. Até que perco o equilíbrio e meus pés indecisos não sabem para que lado me jogar. Não adianta. A queda é iminente. Não há como voltar a estreita estabilidade de antes. Os pés devem se decidir. Pular escolhendo em que direção cair ou simplesmente deixar me levar para o lado que apenas o destino dirá?
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terça-feira, 7 de julho de 2009

Presente de grego

Ela ganhou um presente. Mas lhe informaram, antes mesmo de dá-lo, que o que havia naquela pequena caixa azul, envolvida por uma vermelha faixa de cetim, poderia crescer e de pequeno nada mais ser. Ela o aceitou. A curiosidade era grande. Podia depois joga-lo no lixo, se não mais o quisesse. No entanto, com o tempo, tudo mudou. Ele realmente cresceu e a menina nada pôde com ele. Nem jogá-lo fora. No lixeiro de seu coração não havia nada. Esse órgão que pulsava dentro dela insistia em não jogar nada que nele esteve. Mesmo que, o que nele esteve, continue deixando feridas toda vez que é simplesmente pensado. Ele cresceu e ela não conseguiu jogá-lo fora. Era grande demais para em uma lixeira caber. Fez, então, o que ao seu alcance estava. Cortou-o em várias pequeninas partes e foi excluindo-as aos poucos. Mas não conseguiu excluir tudo. A parte maior teve que dentro dela ficar. Aquela que conforta e ao mesmo tempo magoa. Aquela que alegra e ao mesmo tempo entristece.
Dentro dela ainda ficou a saudade.
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domingo, 5 de julho de 2009

Respondendo

Então, a Vivi pediu para eu responder essas perguntas que a Cecília mandou para ela e eu respondi. Foi divertido até... Terça-feira já começo a postar de novo todos os dias aqui. Então até lá quem quiser ler, lê. Quem não quiser, sem problemas. Estou com vários textos acumulados. Eu e meu computador fizemos as pazes. Agora dá para responder todos os comentários daqui em diante. Aí estão as perguntas e suas respectivas respostas, Vivi:
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01. Nome? Vanessa
02. O que está pensando nesse exato momento? Se vale a pena postar isso. Será que alguém vai ler?
03. Tatuagens? Até faria, se meu medo de me arrepender não fosse maior.
04. Piercings? No umbigo.
05. Já foi à África? Só através de um mundinho quadrado chamado televisão.
06. Já ficou bêbado? Nunca, por mais incrível que pareça (é, eu tenho quase 22 anos e nunca tomei um porre).
07. Já chorou por alguém? Já e espero chorar ainda mais. Não, eu não sou masoquista, mas acho que aprendi bem mais com minhas lágrimas do que com meus sorrisos.
08. Já esteve envolvido em algum acidente de carro? Nunca e espero que continue assim.
09. Peixe ou carne? Se estiver com muita fome: carne. Peixe parece que não satisfaz...
10. Música preferida? Várias, em especial do Damien Rice.
11. Cerveja ou Champanhe? NDA
12. Metade cheio ou metade vazio? Metade vazio.
13. Lençóis de cama lisos ou estampados? Lisos.
14. Filme preferido: Orgulho e preconceito.
15. Flores: Margaridas.
16. Coca-Cola simples ou com gelo? Sem gás :)
17. Quem dos teus amigos vive mais longe? Tenho um amigo em cada canto do Brasil, mas nenhum fora. Talvez alguns nos EUA e na França, mas não são mais do que conhecidos.
18. O que você anda fazendo: Espirrando muito (estou gripada, como detesto isso!), vendo filme, trabalhando, sonhando, me irritando, querendo me apaixonar, jogando Guitar Hero 3, Super Mario 3...
19. Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender? Ahn?
20. Qual a figura do seu mouse-pad? Nenhuma.
21. Pior sentimento do mundo? Solidão.
22. Melhor sentimento do mundo? Paixão.
23. O que uma pessoa não pode ter para ficar com você? Ignorância.
24. Qual o primeiro pensamento ao acordar? Destruir o celular que insiste em despertar.
25. Qual o último pensamento antes de dormir? O que vou fazer no dia seguinte.
26. Se pudesse ser outra pessoa, quem seria? Uma hippie.
27. O que você nunca tira? Meu piercing.
28. O que você tem debaixo da cama? Vácuo. Ou um bicho papão talvez. :P
29. Qual sua comida preferida? Brigadeiro (eu sei que não é comida, é doce, mas eu amo doce!)
30. Ídolo (cantor, ator, etc..) preferido: Rubem Alves (escritor).
31. Qual música está ouvindo agora (se estiver ouvindo): Eu amo mais você, Catedral (essa música é linda!).
32. Qual livro você está lendo? Vários. Ovo Apunhalado (Caio Fernando Abreu), Divã (Martha Medeiros), A descoberta do mundo (Clarice Lispector), O livro do desassossego (Fernando Pessoa) e Amanhecer (Stephanie Meyer).
33. Uma saudade? Da minha infância, quando tudo parecia mais fácil e simples.
34. Uma característica sua: vai saber.
35. Decepções que teve em sua vida: viraram todas lições de vida.
36. Lugares que queria ir: todos que eu ainda não conheço. Pode chamar que eu vou \o/
37. Programas de TV que assistia quando criança: desenhos animados tipo Ursinhos Carinhosos :)
38. Programas de TV que assisto hoje: seriados, tipo Grey´s Anatomy, 90210, Gilmore Girls (ainda vejo todas as reprises, sim, senhor. :) )
39. Lugares em que estive e voltaria: todos aqueles onde havia praia.
40. Formas diferentes que me chamam: Van, Nessa, Nessinha, V...
41. Blogs favoritos: todos que me visitam e todos aqueles que eu sigo.
42. Sonhos de consumo: roupa, bolsa, livros, cds, dvds...
43. Lugar em que desejaria estar agora: Uma praia qualquer.
44. Espero que esse ano eu possa: não me arrepender de nada.
45. Passo para os blogs: que quiserem se divertir respondendo essa perguntas.
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sábado, 4 de julho de 2009

O que fazer?

Quando percebi que a força que você tanto gostava em mim estava se esvaindo, me desesperei. Como evitar o inevitável? Todo mundo muda. Como não iria eu mudar?
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Missa de sétimo dia

Caros fãs, para aqueles que diferente de mim não só conheciam, mas amavam a (r)evolução musical chamada Michael Jackson aqui vai não só uma homenagem como também uma carta de condolências. Um artista conhecido por todos. Um ícone que o mundo coroou como Rei do Pop. Megaproduções, megahits, mega escândalos, mega gastos, mega recordes, mega danças, mega músicas, mega clipes. Ele foi a inspiração de vários. Ele é o dono do incrível recorde de 750 milhões de álbuns vendidos no mundo inteiro em seus quase quarenta anos de carreira (100 milhões só pelo álbum Thriller que ficou 37 semanas em primeiro lugar como o mais vendido nos EUA). Ele foi o garoto prodígio que o mundo abraçou e jamais abandonou. Ele é o artista que jamais será esquecido. Ele tinha a voz. Ele tinha o talento. Ele teve a atenção e preocupação do mundo na tarde do dia 25 de Junho de 2009. Não havia uma só pessoa que não sabia quem era Michael Jackson. E não haverá despedida digna do que foi sua carreira. Uma montanha-russa que não interferiu no seu sucesso. O mais revolucionário artista de todos os tempos. Esse ano seria seu grande retorno aos palcos. Eram cinquenta shows no total. Mais de 360.000 ingressos foram vendidos em 18 horas durante a pré-venda. 650 milhões de prejuízo. A vida é passageira. Um momento como esse acontece e vemos como frágeis nossas vidas são. Eram shows por toda a Europa. Ensaios e mais ensaios. Tudo certo até que a morte bateu à porta e privou o mundo de despedir-se de seu rei. Quinze anos sem uma turnê. Cinquenta anos precoces. Uma infância privada. Uma velhice negada. Foi cedo. Nem todos os clips que passam constantemente na TV, nem as excessivas reportagens são o bastante para uma despedida que não precisa acontecer. Michael Jackson se despediu desse mundo, mas sei de certo que para vocês, fãs, o Rei do Pop jamais será destronado. Que Michael leve seu moonwalk onde quer que esteja.
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Receba nossa adeus, Michael.
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posted by mente inconstante at 16:29 8 comments