Apenas por pessoas de alma já formada

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Cena

Eu fiz o que pude. Quando o vi naquele estado, imediatamente corri em sua direção. Tentei socorrê-lo. Reverter a situação. Fiz massagem cardíaca, respiração boca-a-boca, mas nada mudou. Nenhuma reação, nenhum batimento cardíaco. Meus esforços não foram suficientes. Quando vi que não restava mais nada a fazer, meus olhos se encheram de lágrimas. Ele havia morrido. Aquele que um dia fizera parte de mim. Aquele que eu já estava tão acostumada a ter por perto. Morto. Irreversivelmente, morto. E o pior é que parecia que somente eu me importava. Parecia que somente eu chorava sua morte. Será que ele só foi bom para mim? Não importava. Independente disso, eu chorava sua morte, porque a ausência que ele faria em minha vida era verdadeira. Ninguém ocuparia meu coração novamente. Não da forma como ele o fez. Ele preencheu todas as lacunas. Ele foi a razão da minha felicidade. E eu precisava aceitar que um dia todos nós morremos. Mas tinha que ser tão precocemente? Ele que ainda não tinha nem dois anos. Ele que ainda tinha tanto pela frente...

Dia 32 de Janeiro de 3002, o amor dentro de mim, por ti, faleceu.
posted by mente inconstante at 14:46

4 Comments:

Ai, que lindoo!*_*
Ele pode ter morrido, mas nunca seu amor por ele...Este permanecerá intacto.
bjokas.
MariH.

16 de setembro de 2009 19:28  

já disse que sou fã dos teus textos? *-*

17 de setembro de 2009 09:57  

Acho que esse amor aí não faleceu, não, afinal essa data não existe.O que pode existir é a vontade de matar esse sentimento.

Beijujubas

17 de setembro de 2009 13:01  

Ah, Vanessa, por que é tão fofa assim e escreve esses textos que nos emocionam tanto?
Sou tua fã, menina!
Lindo post, pra não ser diferente.

P.s: Vaneeessa, me diz, não vai mais participar do concurso? Me chamaram pra fazer parte de uma equipe, mas eu ainda não dei a resposta, tô esperando você me dizer algo. Entra em contato comigo o mais breve possível. Beijo.

18 de setembro de 2009 16:10  

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