Apenas por pessoas de alma já formada

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Parte VII

Hoje o dia amanheceu diferente. Uma chuva caía sobre nós. Ele já estava na parada quando eu lá cheguei. Os cabelos encharcados (não mais arrumados), mas a pele ainda tão perfeita quanto no dia anterior. Ele me olhou por alguns segundos, mas não deve ter gostado do que viu, pois logo direcionou seus olhos para o chão, depois para a rua, para o céu, para a água que escorria perante nós, mas não tornou a olhar para mim. E olha que hoje me arrumei mais do que ontem. Talvez tenha exagerado. Mas isso significava outra coisa também: o número não era para mim. Talvez não fosse nem dele. Mas como aquele número teria parado entre meus garranchos? Para variar, o meu ônibus estava atrasado e eu incomodada a cada segundo que passava com o olhar que a mim não voltava. De repente, um carro passa sobre uma poça d’água e molha não só a mim, como ao garoto dos meus sonhos também. Ele me olha (FINALMENTE), eu olho para ele (chateada com o carro, mas contente com o olhar voltado) e rimos os dois pela situação passada. Como seus dentes eram perfeitos. E logo agora o meu ônibus acha de passar. Droga! Eu toda encharcada, mas isso era o de menos. Ele finalmente havia voltado a olhar para mim. Estávamos os dois rindo e logo agora o maldito ônibus vinha. Eu nele subi, embora minha vontade fosse ter ficado (eu podia dar aos meus pais a desculpa da chuva, do carro que me encharcou, impossibilitando-me de ir à aula, mas infelizmente eu tinha prova hoje). No entanto, ao subir no ônibus, vi que não o fiz sozinha. Lá estava ele. Logo atrás de mim. Que agradável surpresa! Milagrosamente havia dois assentos vagos, um ao lado do outro. Eu sentei e ele sentou logo depois de mim (DO MEU LADO!). Meu sonho finalmente estava se realizando, mas a realidade tratou logo de me entristecer. Fomos os dois calados o tempo todo. Meu coração palpitava tão forte! Eu queria ter dito algo, mas minha timidez me impedia. Até que...
- Eu não sei o seu nome... (ele finalmente fez o que eu não tive coragem de fazer)
- Oi? (eu pergunto confusa, será que ele estava mesmo falando comigo? Será que ele realmente falou algo? Ou foi apenas um delírio de uma mente apaixonada?)
- Eu não sei seu nome, (SIM ELE REALMENTE FALOU COMIGO) nem sei se você viu o meu número no papel que eu discretamente lhe dei ontem. Então, só para ter certeza de que você realmente está me dando um fora, aqui está o meu número.
E ele desceu do ônibus, junto com a minha habilidade de manter a boca fechada. Porque, sim, ali fiquei, boquiaberta, tentando absorver o que havia acabado de acontecer. O número ERA PARA MIM e como eu não me importava de estar parecendo pinto molhado no meio de um ônibus milagrosamente não lotado.
posted by mente inconstante at 13:51

4 Comments:

nossa cheguei correndo da escola para ler a postagem!amei,muito boa,mas pera ai não é o final?
caso for o final(tomara que não)escreve algo mais sobre essa historia,pois ta muito bom essa historia e merece ter um final feliz...como ah não sei o final perfeito,mas tenho certeza que você saberia...

13 de maio de 2009 17:59  

Eu quero mais, fato! Termine a história e escreva um livro *-*

13 de maio de 2009 19:00  

MELDELS, que gamante *-*' Terminou bem né? Diz que sim diz quem siiiiim? Desejo sorte, como eu disse antes, estou sofrendo junto com você RS parabéns pelo texto. :*

13 de maio de 2009 19:37  

me diz que essas história é real e eu posso acreditar em contos de fadas? pooooor favoooor! :)

13 de maio de 2009 23:51  

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